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Reforma tributária no agronegócio deve impactar preços e estratégias comerciais

  • Foto do escritor: Felipe Lordelo
    Felipe Lordelo
  • 22 de jan.
  • 2 min de leitura
Planejamento agrícola com produtores analisando dados de safra; grãos, gráficos financeiros, máquinas agrícolas e silos ao fundo em fazenda.

A entrada em vigor gradual da reforma tributária, prevista para começar a produzir efeitos práticos a partir de 2027, já vem movimentando discussões estratégicas no agronegócio. Empresas do setor analisam, com maior atenção, a forma como estruturam seus preços e contratos, diante das mudanças trazidas pelo novo modelo de tributação sobre o consumo.


O ponto central dessa análise está na adoção da não cumulatividade plena, que altera a lógica de aproveitamento de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva. Em um setor marcado pela forte presença de produtores rurais pessoa física, especialmente nas etapas iniciais da produção, o impacto tende a ser relevante.


O que muda na prática?


A reforma substitui tributos atuais por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Ambos permitem o aproveitamento de créditos apenas quando há recolhimento do tributo na etapa anterior da cadeia.


No agronegócio, produtores com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões permanecem fora da obrigatoriedade de emitir documentos fiscais com destaque do imposto. Na prática, isso significa que, ao comprar de um produtor pessoa física, a empresa adquirente não poderá registrar créditos de CBS ou IBS, mesmo que o imposto seja devido na etapa seguinte.

Esse detalhe altera a composição de custos, já que o comprador passa a arcar integralmente com a carga tributária, sem possibilidade de compensação.


Quais os impactos para sua empresa?


Diante desse cenário, muitas empresas já avaliam ajustes na precificação como forma de neutralizar o aumento de custo. A tendência é que o perfil fiscal do fornecedor passe a influenciar diretamente as condições comerciais, incluindo preços, prazos e margens.


Compras realizadas de fornecedores pessoa jurídica permitem o aproveitamento de créditos, reduzindo o impacto financeiro da operação. Já nas aquisições feitas de pessoas físicas, o custo tributário tende a ser maior, o que pode exigir revisões contratuais e renegociação de valores para preservar a rentabilidade.


Além disso, o novo modelo pode estimular uma reorganização da cadeia produtiva, incentivando a formalização de produtores que fornecem para grandes indústrias, cooperativas e tradings.


Orientação da B&B Barreto Contabilidade


Neste momento, o planejamento tributário deixa de ser apenas uma ferramenta de economia fiscal e passa a ser um elemento estratégico de competitividade. A recomendação é antecipar análises, revisar contratos de fornecimento, simular impactos na formação de preços e avaliar, caso a caso, a viabilidade da formalização de produtores.


Na B&B Barreto Contabilidade, acompanhamos de perto a regulamentação da reforma tributária e apoiamos empresas e produtores do agronegócio na adaptação ao novo modelo, sempre com foco em segurança, previsibilidade e eficiência fiscal.

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