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13º salário 2025: prazos, planejamento e impacto nas finanças das empresas

  • Foto do escritor: Felipe Lordelo
    Felipe Lordelo
  • 28 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
Carteira de trabalho brasileira sendo segurada por uma mão junto a notas de 50 e 100 reais sobre fundo preto.

O fim do ano se aproxima e, com ele, uma das principais obrigações trabalhistas do calendário empresarial: o pagamento do 13º salário. O benefício, que injeta bilhões na economia brasileira todos os anos, movimentou cerca de R$ 291 bilhões em 2023, segundo o DIEESE — valor equivalente a 2,7% do PIB nacional. Mais do que um estímulo ao consumo, o 13º exige organização das empresas para evitar atrasos e manter o fluxo de caixa equilibrado.


O que muda na prática em 2025?


De acordo com a legislação trabalhista, o 13º salário deve ser pago em duas parcelas. Em 2025, o prazo da primeira parcela será até 28 de novembro, uma vez que o dia 30 cai em domingo. Já a segunda parcela deve ser quitada até 20 de dezembro.


A empresa também pode optar por pagar o valor integral até a data da primeira parcela, desde que todos os encargos sejam recolhidos corretamente.


Além do valor do salário, é importante incluir na provisão os encargos obrigatórios como FGTS (8%), INSS patronal, eSocial (RAT/FAP/Terceiros) e IRRF sobre a segunda parcela. O não planejamento dessas obrigações é um dos principais motivos de desequilíbrio financeiro no fim do ano.


Como as empresas devem se preparar?


O ideal seria que o empregador provisionasse mensalmente uma fração equivalente a 1/12 do valor do 13º salário de cada colaborador. Assim, ao longo de doze meses, o montante total estará reservado para o pagamento, evitando surpresas no orçamento.


Essa estratégia também pode incluir investimentos de curto prazo, que permitem rentabilizar a reserva até o momento do desembolso. A recomendação vale principalmente para empresas que enfrentam sazonalidade de receitas ou períodos de menor faturamento no segundo semestre.


Orientação da B&B Barreto Contabilidade


Orientamos que o planejamento do 13º salário seja tratado como parte integrante da gestão financeira anual da empresa. Reservar mensalmente o valor proporcional, revisar a folha de pagamento com o contador e calcular corretamente os encargos são medidas que garantem tranquilidade e conformidade fiscal.


Além disso, recomendamos avaliar o impacto do 13º não apenas no caixa, mas também no orçamento de férias coletivas, 13º dos sócios-administradores (quando aplicável) e projeções tributárias de fim de exercício. Um acompanhamento contábil próximo durante todo o ano permite decisões mais seguras e sustentáveis.

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