Reforma Tributária: Como corrigir erros de IBS e CBS nas notas fiscais em 2026
- Felipe Lordelo
- 13 de mar.
- 2 min de leitura

A Reforma Tributária já começou a impactar a rotina das empresas em 2026. Mesmo sendo considerado um ano de teste para o IBS e a CBS, os dados enviados no novo XML da NF-e já alimentam a chamada apuração assistida do sistema nacional.
Isso significa que qualquer erro no preenchimento pode gerar autuação automática. E, diferente do que acontecia com ICMS e PIS/Cofins, as regras para correção estão mais rígidas, com multas relevantes e risco de perda de benefícios.
Entender como ajustar inconsistências corretamente deixou de ser um detalhe operacional. É uma medida de proteção financeira.
O que muda na prática?
A Carta de Correção Eletrônica (CC-e) continua válida, mas não pode ser usada para alterar base de cálculo, alíquota ou valores de IBS e CBS. Ela serve apenas para erros formais que não impactem o imposto.
Se o tributo foi destacado a menor, o caminho é a emissão de Nota Fiscal Complementar (finNFe = 2). Nela, deve-se informar apenas a diferença do imposto, vinculando obrigatoriamente a chave da nota original no grupo NFref.
Já se o imposto foi destacado a maior ou a operação foi desfeita, a regularização ocorre por meio de nota de devolução ou estorno. O cancelamento após a circulação da mercadoria passou a ser infração gravíssima, com multas que podem chegar a 66% do valor do tributo.
Outro ponto crítico é o prazo de 168 horas (7 dias) após a entrega para regularizações específicas. Ignorar autuações pode resultar na aplicação da alíquota de 1% sobre todo o faturamento do ano.
Quais os impactos para sua empresa?
O maior risco de 2026 não é o valor do IBS e da CBS, mas sim as obrigações acessórias.
Erros no XML, especialmente nos novos campos de tributação, podem gerar notificações automáticas. A empresa terá 60 dias para corrigir. Se perder esse prazo, a penalidade deixa de ser pedagógica e passa a gerar impacto financeiro real.
Além disso, ajustes incorretos podem provocar inconsistências cruzadas com ICMS e ICMS-ST, ampliando o risco fiscal.
Orientação da B&B Barreto Contabilidade
Em 2026, o foco não deve ser apenas pagar o tributo correto, mas garantir que a informação transmitida esteja tecnicamente perfeita. A nova lógica da Reforma Tributária exige revisão dos processos de faturamento, parametrização adequada dos sistemas e conferência preventiva do XML antes da transmissão. Pequenos erros de digitação podem se transformar em passivos relevantes.
A B&B Barreto Contabilidade acompanha diariamente as atualizações técnicas e orienta seus clientes na estruturação segura das emissões fiscais, evitando autuações e protegendo o caixa da empresa. Mais do que cumprir a norma, é hora de transformar conformidade fiscal em estratégia.




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